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Apoio Alimentar

O Apoio Alimentar da ACEDA é uma resposta essencial de combate à pobreza e à exclusão social, dirigida a famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconómica. Esta valência assenta num modelo de intervenção em contexto de crise, procurando responder de forma imediata às necessidades básicas, ao mesmo tempo que promove a dignidade, a inclusão social e o acompanhamento das situações mais frágeis.

O apoio destina-se a utentes acompanhados pela instituição em estreita articulação com as entidades locais. Para garantir o acesso a quem mais precisa, a ACEDA disponibiliza ainda uma caixa de géneros alimentares no exterior da associação, permitindo a recolha gratuita e anónima de alimentos.

O Apoio Alimentar iniciou-se em 2009, com o apoio a 35 famílias através da distribuição de alimentos, roupa e medicamentos provenientes do banco farmacêutico. Desde então, a ACEDA tem vindo a acompanhar de forma contínua a evolução das necessidades da comunidade, ajustando a sua resposta ao longo dos anos.

Nos primeiros anos, o apoio incidiu sobre um número mais reduzido de agregados familiares, mantendo-se entre 15 e 17 famílias até 2012. A partir de 2013, o projeto conheceu um reforço significativo com o estabelecimento de uma parceria estruturante com a Loja Auchan do Fórum Almada, permitindo aumentar o número de famílias apoiadas e diversificar os bens distribuídos.

Entre 2013 e 2017, o número de famílias apoiadas cresceu de forma progressiva, passando de 19 para 30 agregados, e o apoio alimentar semanal foi alargado a um número crescente de pessoas, nomeadamente através da distribuição regular de pão e produtos de pastelaria. Em 2018, foi formalizado um novo protocolo com o Auchan do Fórum Almada, iniciando-se uma recolha anual de alimentos e, posteriormente, recolhas semanais de frutas, legumes e produtos não comercializáveis por questões de embalagem.

Em 2020, face à pandemia de COVID-19, o Apoio Alimentar foi reforçado para responder ao aumento das situações de emergência social. Durante o período de confinamento, foram apoiadas cerca de 40 famílias com refeições prontas doadas pela Câmara Municipal de Almada, mantendo-se posteriormente o apoio regular através de recolhas em superfícies comerciais. Nesse ano, alargaram-se também as parcerias a outras entidades, permitindo apoiar cerca de 30 famílias com cabazes mensais ao longo de todo o ano.

Nos anos seguintes, o projeto consolidou a sua metodologia de intervenção, passando a realizar avaliações socioeconómicas a todos os pedidos de apoio, identificando como principais fatores de vulnerabilidade o desemprego, os baixos rendimentos, a doença e a baixa empregabilidade. Em 2022, para além do apoio alimentar regular, foi possível apoiar agregados familiares com garrafas de gás, através de parcerias com a ENTREAJUDA e a GALP.

Em 2023, o Apoio Alimentar passou a abranger mensalmente 24 agregados familiares, num total de 87 utentes, tendo sido implementado o mercado de frescos semanal, que permite a cada família escolher os produtos de acordo com as suas necessidades, promovendo a autonomia e combatendo o desperdício alimentar.

Em 2024, o projeto voltou a expandir-se, apoiando mensalmente 36 agregados familiares, num total de 119 utentes, incluindo adultos, crianças e bebés. Para além do cabaz mensal e do mercado de frescos semanal, mantiveram-se recolhas regulares em várias superfícies comerciais e o apoio de entidades parceiras, permitindo também a distribuição de garrafas de gás e a realização de campanhas de recolha ao longo do ano.

Todo o excedente alimentar é redistribuído na comunidade, reforçando o impacto social da resposta. Este trabalho só é possível graças ao compromisso contínuo dos voluntários e à colaboração de parceiros institucionais, empresariais e comunitários.